domingo, 17 de fevereiro de 2008

Vaidade

Quantas vezes deixamos a vaidade nos cegar?Que maldito capricho é esse, que nos corrói por dentro, como uma úlcera que vai aos poucos matando, tornando os dias de céus claros e ensolarados, em dias escuros e nublados, frios e escravos.
Somos seres humanos escravos dos nossos próprios desejos, cegos por nossas próprias verdades, e iludidos por nossos desejos reprimidos.

Funcionamos a base da perda, ela é como um combustível para nosso corpo, como um colírio para nossas retinas, enfim um caminho para nossas vidas.Porém a perda gera dor, e a dor tirando a rapaziada sadomasoquista, as pessoas em geral odeiam sentir dor.Ai que mora o perigo, por não suportarmos a dor, não suportamos ela, pois somos fracos por natureza, a robustez, a capacidade de suportarmos cada vez mais e mais, vem do exercício de viver, e aprender.Não suportando a dor, acabamos por querer dia a pós dia anestesia-la, tirar ela de nossas vidas.Quando anestesiamos uma dor latente, podemos a primeiro momento esquece- la, até achar que ela não existe +, é passado.
Gostamos muito da expressão é passado, porém esse passado muitas vezes se mantém vivo, por muitos e muitos anos.E um dia o que outrora era passado, hoje é o único presente a ser vivido.
E acreditem a vaidade está nesse pacote.

Otavio Augusto Moreira da Cunha.

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