Que dor é essa que corrói por dentro, que faz o doce virar amargo,o raso agora é fundo, os dias são longos e lentos, cada minuto um tormento, imerso em desentendimentos, em palavras que sufocam,por não sairem.
Que dor é essa que não me deixa seguir, que tira a cor do dia, anoitecendo os pensamentos, acobertando o sereno,flertando com o imperfeito.
Que dor é essa que cada um senti de uma forma, reage de outra e ao lidar com ela é dicotómico a tudo antes sentido.
Que dor é essa que tem seu preço cada vez maior para adormecer, que tem seus valores criados em cima de ilusões tão reais quanto a certeza de estar vivo.
que dor é essa que não escolhe religião, cor, ou classe social, basta ter um coração pulsando para um dia senti-la, quem sabe absorve-la e compreende-la.
Que dor é essa que te leva ao infinito do sofrer, a um lugar longe do real, + que por hora é apenas o que é visto.
Que dor é essa que hoje é parte de mim, que antes como nuvens confusas, vinham e iam, hoje permanece como parte viva de minha vida.
Otavio Augusto Moreira da Cunha.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário